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Se permita despertar e ouse sonhar! – Como tudo começou.

Se permita despertar e ouse sonhar! – Como tudo começou.

Você já olhou para uma situação e sentiu algo dentro de você que poderia ser traduzido como “eu não me conformo, isso não deveria estar acontecendo”. 

Hoje o The Justice Movement está prestes a completar uma década e atua através de 4 eixos temáticos de ação, mas assim como tudo tem um começo, esse início veio a partir de um sentimento de inconformismo despertado em um coração. O coração de Letícia Stables, fundadora e presidente do Movimento, com seus vinte e poucos anos.

Ao se deparar com números grandiosos e alarmantes relacionados à exploração sexual infantil e saber que o Brasil é o segundo país no mundo com esse maior índice, Letícia criou uma campanha despretensiosa de prevenção contra essa injustiça e ali nascia um projeto que seria o precursor para a visão do The Justice Movement.

“Me entristeci, fiquei inconformada, incomodada e me conectei com a causa, mas também senti um forte chamado ao protagonismo, o que me impulsionou a fazer o que estava ao meu alcance, mesmo não tendo, naquela época, nenhuma experiência”. (Letícia Stables)

Aquela garotinha que aos 5 anos já fazia discursos no seu bairro e na sua escola, subindo em uma caixinha de madeira fingindo que era palanque, passava a dar a sua voz para aqueles que não a possuem.

Já contando com a parceria de uma grande amiga de causa, as primeiras atividades do Movimento foram voltadas para a temática da escravidão moderna, tão alarmante que eram os dados sobre exploração sexual principalmente de mulheres e crianças para fins comerciais. Uma das primeiras conquistas foi firmar parcerias importantes com organizações internacionais, como com a britânica Stop the Traffic, e a americana 27Million International, que acabou se consolidando como um dos eixos temáticos de atuação do movimento até hoje.

Ainda seguindo sua carreira profissional na área das ciências farmacêuticas e cosméticas, e avançando em processos seletivos em multinacionais, outra conexão relevante aconteceu e Letícia teve o privilégio de assumir e ‘pioneirar’ a coordenação de um projeto da ONU contra a escravidão moderna aqui no Brasil. Mais uma vez, sua paixão por justiça e transformação social assumiu o primeiro lugar nas suas decisões, levando-a a deixar sua carreira e assumir em tempo integral o novo desafio.

Nessa ocasião, os primeiros passos de estruturação do que eram apenas projetos isolados estavam acontecendo, mais voluntários estavam se engajando e foi criado o primeiro board diretivo do Movimento.

À medida em que houve a expansão das atividades e do conhecimento da equipe sobre a temática, ficou claro que este crime não se trata de uma doença social e sim de um sintoma derivado de um sistema de injustiça, desigualdade e exploração.

A partir dessa compreensão, o Movimento passou por uma transformação de seu propósito original: ir além do combate ao tráfico e escravidão moderna, para a defesa e a promoção dos direitos das pessoas para o fomento de ações que visam promover justiça, transformação e impacto social.

Dessa forma, houve uma grande ampliação dos projetos e ações, atuando com outras causas que se interligam com este universo da promoção e da defesa do direito, da dignidade das pessoas.

Nessa fase, a partir desta aceleração e surgimento de novos horizontes e oportunidades de projetos, Letícia decidiu assumir novamente em tempo integral as atividades do Movimento, deixando uma posição promissora de diretoria de uma multinacional na área de cosméticos no Brasil.

“Nesta época, eu não tinha ideia de que a minha atividade secundária com o movimento, se transformaria na minha atividade principal novamente. Mas eu sentia uma grande convicção da necessidade que tínhamos de trazer mais solidez, boa administração e governança à nossa estrutura para consolidarmos a aceleração e expansão dos nossos projetos e ações no The Justice Movement.” (Letícia Stables)

Convicção, é a palavra que ela usa e reforça. Convicção foi o que fez ela deixar a sua carreira no mundo corporativo e abraçar uma nova missão. Em nenhum momento, ela se questionou se teria tomado a decisão certa, acreditando que possui um propósito e um chamado para ser uma embaixadora de impacto social.

Talvez alguém pense: será que a Letícia tem superpoderes?

Apesar de ser uma pessoa bastante comunicativa, ela também tem um lado muito introvertido. É uma pessoa com hábitos saudáveis, que gosta de acordar cedo, de correr, pular de paraquedas, não come doces ou frituras e é apaixonada por café. Ama bons livros e tem muito apreço pelo processo de saber, se considera uma eterna aprendiz. É casada com um britânico, mas as pessoas que os conhecem sempre dizem que ela é muito mais britânica do que ele! Os dois vivem nessa ponte aérea entre o Brasil e o Reino Unido e conseguem aproveitar o que há de melhor dos dois mundos.

Durante a sua caminhada, percebeu que seus melhores e mais sustentáveis frutos de impacto, justiça e transformação social vêm de um lugar de segurança e firme identidade de quem é e por quem foi criada. Entendeu sua qualidade de filha de Deus, como a sua maior força, e o que a impulsiona para ser uma agente de Justiça do Reino divino na Terra.

“Quanto mais eu penso e me conecto com a beleza da eternidade e com a promessa de uma experiência de vivermos livres de injustiças e desigualdades, mais eu me sinto compelida a viver a minha vida hoje para a construção de transformação social.” (Letícia Stables)

Algo que o The Justice Movement possui em seu DNA é o valor à qualidade e não apenas à quantidade. Seu propósito está ligado a valorizar e transformar, uma pessoa de cada vez, com igual importância e assim construirmos um legado forte de impacto e transformação.

“Um dos maiores propósitos do nosso movimento, além das nossas diversas ações e projetos práticos, é a mensagem da justiça. Esta mensagem está para além do que as nossas mãos e pés alcançam. Justiça se estabelece com a mão na massa, mas também com a construção de uma cultura que valoriza e dignifica as pessoas, independente de quem elas sejam.”  (Letícia Stables)

Se ela se arrepende de algo? “Ter sido mais corajosa no começo, certamente!” Sua inexperiência no início, fez com que deixasse de se posicionar de forma mais corajosa no seu propósito em impacto social. Com o tempo e o aprendizado, isto foi sendo superado, mas o posicionamento com mais confiança na sua missão, poderia ter acelerado algumas experiências e ter aberto portas no início da sua jornada.

Hoje o The Justice Movement está estabelecido e estruturado em 4 eixos temáticos de ação e essa estrutura já foi apresentada a outras instituições públicas e privadas nacionais e internacionais que proporcionaram não só grandes parcerias, mas também serviu como modelo para organizações já atuantes no terceiro setor.

O crescimento como organização trouxe mudanças em alguns fatores, porém, existem princípios que nunca se alteraram. Em primeiro lugar, a visão e o ideal por justiça e transformação, em segundo, o sentimento de honra por fazer parte de algo maior, que está para além de cada um que é parte do Movimento. E, além disso, a alegria e energia para o cumprimento da nobre missão, que cresce e se fortalece a cada dia.

Se você chegou até aqui nessa leitura com o seu coração aquecido, queremos dizer que, certamente não é preciso ter um perfil específico para atuar com Justiça, Impacto e Transformação Social! Nem de tal personalidade, profissão ou até mesmo área específica de atuação. O The Justice Movement é uma prova viva disso, composto por pessoas de classes, etnias, formações, personalidades e perfis totalmente diferentes, mas muito complementares e é isso que o faz ser tão único e singular.

“Quando olho pra trás, vejo que o que nos sustentou fiéis à nossa missão e conectados ao nosso propósito foi olharmos constantemente para o “porquê fazemos o que nós fazemos”. Quando nos ancoramos no nosso porquê, no motivo pelo qual fazemos o que fazemos, a gente tem a oportunidade de catalisar e conduzir as nossas obras de justiça e de impacto e transformação.” (Letícia Stables)

Apesar de inúmeras conquistas, há muitos sonhos e metas a serem realizados. Uma delas é que o movimento viva por muitas outras gerações e continue correndo contra as tempestades e assumindo esses lugares e espaços que precisam de mudança e transformação social, promoção de direitos e dignidade às pessoas.

Somos imensamente gratos por tudo aqui e estamos cheios de perspectivas para o que está pela frente. A expectativa do The Justice Movement é ter cada dia mais paixão, visão, estrutura e alcance, para produzir impacto imediato às pessoas, comunidades, cidades, países e também transformação a longo prazo, de culturas e sistemas.

E você? Já teve o seu coração despertado?

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